“2º Symposium Nacional de Termalismo, Turismo de Saúde e Bem Estar” – Universidade Lusófona do Porto - 30 Março 2012

Realizou-se no passado dia 30 de Março, na Universidade Lusófona do Porto, o “2º Symposium Nacional de Termalismo, Turismo de Saúde e Bem  Estar”. Integrou o “Painel de Oradores” a nossa colega, Andreia Rocha, membro ativo do GIH-FMA e secretária da APF-RN, apresentando um trabalho sobre “Análise económica do sector termal português”. Outros dos ilustres convidados representavam a Universidade de Vigo (Prof. Drº. José Álvarez  Garcia e Prof. Drª. Maria Cruz Rama), as Termas de S. Pedro do Sul (Drº. Aires Leal), a MYOS – Associação Nacional Contra a Fibromialgia e Síndrome de Fadiga Crónica (Drª. Cristina Sequeira), a “Termas World Agency” (Prof. Drª. Maria Souto Figueroa), a Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo da Universidade do Algarve (Prof. Drº. João Viegas Fernandes), a ANSA – Associação Nacional de Saúde Ambiental (Prof. Drº. Hélder Simões) e o “AquaFalls” ( Drª. Paula Alves e Drº. Simão Alves).

O evento sublinhou os seguintes aspetos:

1º O enorme potencial de crescimento do País, no Sector do Turismo de Saúde e Bem-Estar, muito especialmente para captar os mercados orientados para área da saúde;

2º A urgência no reenforço e estreitamento nas relações entre a Universidade e os Estabelecimentos Termais Nacionais especialmente vocacionados para a prática da medicina termal, da hidrologia e da climatologia clínicas;

3º Atendendo ao crescimento, um pouco por todo o País, de Unidades de SPA, é urgente regulamentar este universo lúdico da atividade turística, de forma a acrescentar-lhe mais qualidade dos serviços prestados e uma maior segurança ao nível dos recursos físicos disponibilizados, bem como, assegurar uma maior qualificação e especialização dos profissionais que nele exercem a sua atividade. Especial atenção deverá ser dada ao licenciamento arquitetónico e de engenharia, sua certificação, qualidade, ambiente, higiene e saúde ocupacionais;

4º Com uma costa com cerca de 1.400 km, Portugal dispõe de um geo-recurso estratégico para protagonizar um investimento inovador na fileira da saúde, designadamente, uma aposta sustentabilizada na “economia do mar”, através da implementação de centros de talassoterapia. Sendo os estes,  pólos de atratividade e desenvolvimento do turismo de saúde em Portugal, o seu crescimento deve ser acompanhado por um  enquadramento técnico-normativo adequado.

5º Sendo o “Turismo de Saúde e Bem-Estar” um produto compósito e consequentemente complexo, a sua abordagem e indispensável gestão exigem cada vez mais profissionais multidisciplinares altamente qualificados e absolutamente comprometidos com a inovação e a investigação, que lhes permitam integrar o “contexto da saúde” no “universo do turismo”, numa interface perfeita e descomplexada e numa lógica de modelo de desenvolvimento sustentável para Portugal.

O GIH-FMA felicita a Comissão Organizadora pelo evento e momento de discussão e reflexão protagonizados.

Cumprimentos Aquáticos

O GIH-FMA